Economia

Farmácias associativistas crescem mais de 20% em 2017

Apesar disso, a Febrafar alerta que é preciso cautela por parte dos proprietários, em função do mercado cada vez mais desafiador

O mercado farmacêutico apresentou um expressivo crescimento nos dez primeiros meses de 2017 e as farmácias filiadas à Federação Brasileira das Redes Associativas de Farmácias (Febrafar) mostraram resultados ainda mais interessantes, já projetando a continuidade desses resultados em 2018.

Segundo levantamento da empresa IQVIA, de janeiro a outubro de 2017, o faturamento das lojas das redes associadas a Febrafar cresceu 20,81% em comparação ao mesmo período de 2016. Já o mercado farmacêutico em geral cresceu 12,85% no mesmo corte de tempo.

“Com a proximidade do fim de ano, já podemos afirmar que o mercado farmacêutico terá resultados positivos e a Febrafar ainda mais, tendo um aumento maior que 50% em comparação ao mercado. Esse resultado se deve a uma preocupação cada vez maior das redes com a capacitação para gestão e a utilização das ferramentas fornecidas pela Febrafar”, explica o presidente da entidade, Edison Tamascia.

Ele acredita que o fechamento do mercado será com um aumento médio no faturamento de 13%, e em venda unitária de medicamentos será de 4%. Já no associativismo as projeções é para o fechamento do ano, cujos dados ainda não foram divulgados, com um aumento no faturamento na faixa de 21%. Em venda unitária, o aumento será na faixa de 5%.

 

Projeções

Um importante dado para o mercado em 2018, é que já estão sendo feitas as primeiras projeções do aumento de medicamentos para o ano que se inicia, que não deverá ser muito expressivo. Outros pontos em relação ao ano que deverá movimentar o mercado são questões políticas que podem impactar diretamente no comércio de medicamentos, como é o caso das negociações relacionadas ao programa Aqui Tem Farmácia Popular.

Entretanto, Tamascia explica que essa tendência de alta nas vendas deverá ser mantida em 2018. “Acredito que manteremos a faixa de crescimento obtida neste ano, esse fato se deve a diversos fatores, dentre os quais o de que não se projetar um aumento muito alto nos preços de medicamentos”, argumenta.

Contudo, o presidente da Febrafar alerta que é preciso muito cuidado por parte dos administradores das farmácias, principalmente por parte das independentes, em função desse mercado ser cada vez mais desafiador. O que se observa é um intenso movimento das grandes redes, com a abertura de novas lojas.

“Os proprietários de farmácias possuem um desafio enorme pela frente, precisando se adaptar para as novas características que o mercado impõe. O que se observa é que o varejo independente está encolhendo e não reagindo à altura. O que é muito preocupante. Assim, reforço que o caminho para essas lojas está no associativismo, desde que essa adesão ocorra de forma a realmente utilizar os benefícios e qualificação para a gestão”, finaliza Tamascia.

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