Política

Política e economia sofreram altos e baixos neste ano

Prisões de políticos, aumento de preços e impostos, e números do desemprego marcaram o País

O ano de 2017 foi agitado na política e na economia do País. Selecionamos alguns dos principais acontecimentos nessas duas áreas em uma retrospectiva deste ano que foi tido por muitos como um dos piores em décadas para nossa nação verde e amarela. Em janeiro, mês de férias e ano que sucedeu as Olimpíadas do Rio, dados do Ministério do Turismo mostraram que o país teve um recorde no número de turistas, cerca de 6,6 milhões de visitantes estrangeiros que injetaram mais de R$ 21 bilhões na economia nacional.

O ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD/SP) anunciou mudanças que poderiam restringir o limite de acesso a banda larga fixa nos planos de internet. Relatório da Organização Internacional do Trabalho projetou um número de desempregados no país médio de 13,6 milhões. As inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) foram abertos para os mais de 6 milhões de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016.

No dia 19, o judiciário brasileiro sofreu uma grade perda. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Albino Zavascki morreu vítima de uma queda de avião, em Paraty, no Rio de Janeiro. Na última semana do mês o empresário Eike Batista, dono do grupo EBX, teve a prisão por desvios de R$ 317 milhões de obras públicas no Rio de Janeiro investigadas na Operação Lava Jato decretada pela justiça e fugiu para os Estados Unidos, mas retornou no último dia do mês e se entregou à Polícia Federal. No começo de fevereiro, o deputado federal por Goiás, Jovair Arantes (PTB) colocou seu nome na disputa da presidência da Câmara dos Deputados, mas perdeu para o carioca Rodrigo Maia (DEM/RJ) que foi reeleito. Jovair chegou a ser cogitado para um ministério no governo Temer, algo que não se concretizou.

No STF, o ministro Edson Fachin foi sorteado novo relator da Lava Jato no lugar de Teori Zavascki. A ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva morreu após complicações cirúrgicas no Hospital Sírio Libanês em São Paulo. Na Câmara dos Deputados, o parlamentar goiano Daniel Vilela (MDB) foi eleito presidente da Comissão Especial da Reforma Trabalhista. Na metade do mês a Caixa Econômica Federal divulgou o calendário de saque do FGTS. A ex-presidente Dilma Rousseff revelou que pretende concorrer a uma vaga no Senado ou na Câmara Federal nas eleições de 2018. De volta ao STF, o presidente Michel Temer (MDB) indicou Alexandre de Morais para ocupar a vaga de Teori Zavascki. Nos âmbitos dos direitos políticos, as mulheres brasileiras comemoraram os 85 anos do voto feminino.

 

Outros Fatos

Em Abril, o Banco Central divulgou uma pesquisa que mostrou o déficit das contas públicas dos municípios, estados e da União, que somou 3,020 trilhões. Primeiras pesquisas eleitorais, como a do Datafolha, para presidência da República apontaram Lula como preferido nas intenções de voto. O Ministério da Educação anunciou mudanças na inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio que passou a custar R$ 82 e as provas passaram a ser aplicadas em dois domingos, 5 e 12 de novembro. O presidente Michel Temer (MDB) sancionou a lei que criou a Identificação Civil Nacional que unificará cerca de 22 documentos.

No segundo semestre o juiz federal Sérgio Moro condenou o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral a 14 anos e 2 meses de prisão. A Lei Seca completou nove anos de existência. Dia 24 de julho o brasileiro acordou com a surpresa do aumento dos combustíveis após o governo federal divulgar a elevação de impostos sobre os combustíveis. Essa novela perdurou até a primeira quinzena de dezembro. O governo federal também anunciou aumento de 5% na conta de luz por conta da estiagem prolongada e o uso de termelétricas. Pesquisa da CNI/Ibope aponta 70% de desaprovação popular ao governo Temer. A Lei Maria da Penha completou 11 anos e o governo federal anunciou o saque das contas inativas do FGTS, o que injetou cerca de R$ 44 bilhões na economia brasileira. Em setembro Temer foi denunciado pelo STF por organização criminosa. Em dezembro, o deputado paulista Paulo Maluf (PP) foi condenado pelo STF a cumprir pena de 7 anos e 9 meses em regime fechado por lavagem de dinheiro. (Felipe Coz)

 

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