Cidades

Lixo descartado de forma irregular se torna risco para moradores

Falta de conscientização é um dos principais entraves para diminuir o acúmulo de entulhos em ruas e lotes baldios do município

Um dos maiores desafios para manter uma cidade limpa, principalmente nesta época do ano, e combater o mosquito transmissor da dengue é a quantidade de entulhos, lixo e móveis velhos que são descartados de forma irregular pelos moradores. Basta caminhar um pouco, especialmente em áreas com lotes vazios, para encontrar pedaços de guarda-roupa, armários e sofás, como o da foto, que foi descartado na Avenida Tangará, no Jardim Cristal, e acumula água, além de abrigar diversos tipos de insetos.

A dona de casa Maria do Rosário mora ao lado de um terreno baldio e sofre com o lixo jogado por outros moradores. “Eles vêm à noite, quando ninguém está vendo, e de vez em quando até de dia, e jogam todo tipo de lixo, como gavetas de armário, restos de sofá… Esses dias jogaram um colchão no meio da ilha. As pessoas precisam ter consciência de que isso é errado e só prejudica a eles mesmos, pois a cidade fica feia, suja e esses entulhos ainda podem trazer animais peçonhentos e dengue”, comentou.

 

Coleta

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Urbano de Aparecida de Goiânia, Max Menezes, durante todo esse ano foram coletadas mais de 35 mil toneladas de entulhos na cidade. “Foram gastos R$ 8 milhões. Um recurso que poderia ser usado para construir unidades de saúde, Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) e diversas praças, que beneficiariam os moradores da cidade. E temos ainda o Disque-Busca, que, por meio do 3545 9969, a pessoa pode solicitar o recolhimento, diminuindo os riscos e problemas para a sociedade”, destacou.

Além de deixar a cidade suja, lixos e entulhos jogados a céu aberto são propícios para se tornarem criadouros do Aedes aegypti. “Os lixos no nível de solo estão sempre entre os primeiros da lista de locais utilizados pelo Aedes para reprodução. Por isso a necessidade de não fazer descarte irregular de restos de construção, dentre outros. Desta forma podemos evitar uma epidemia”, comentou o coordenador da Vigilância em Saúde Ambiental da SMS de Aparecida, Iron Pereira. Este ano já foram registrados na cidade 11.378 casos de dengue. (Daniela Ribeiro)

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