Nacional

Morte de Henfil completa 30 anos no Dia do Hemofílico

Devido à doença, cartunista realizava diversas transfusões de sangue e em uma delas contraiu o vírus do HIV

Ontem foi o Dia Nacional do Hemofílico, doença hereditária incurável caracterizada por sangramentos espontâneos (internos e externos), retardo no tempo de coagulação sanguínea, hematomas, dores e inchaço nas articulações. Também ontem fez 30 anos da morte do cartunista, jornalista e escritor Henrique de Souza Filho, conhecido como Henfil. Ele possuía a enfermidade e contraiu HIV em uma das várias transfusões de sangue que precisava fazer.

O jornalista teve uma atuação marcante nos movimentos políticos e sociais do Brasil. Ele lutou contra a ditadura, pela democratização do País, pela anistia aos presos políticos, e também pelas Diretas Já. Seus irmãos, o sociólogo Herbert de Sousa e o compositor Francisco Mário também eram hemofílicos. Os três morreram após contrair aids em transfusões de sangue. Vale destacar que, em 2018, o Ato Institucional 5 (o AI 5), considerado o mais duro golpe daquele período, completa 50 anos. (Lilian Camargo)

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